Thopen projeta nova onda de crescimento para 2026

Consolidamos a expansão de 2025 e já preparamos os próximos passos.

O ano de 2025 certamente será lembrado por muito tempo pela empresa Thopen — e 2026 também tem tudo para ser marcante na história da empresa. Essa é a avaliação geral do CEO da companhia, Gustavo Ribeiro, nosso entrevistado de hoje (17) na série especial Perspectivas 2026. O executivo lembra que a Thopen fez cerca de R$ 2 bilhões de investimentos no setor somente neste ano, multiplicando a potência instalada em mais de cinco vezes. Recentemente, a empresa também anunciou a aquisição de 45 usinas solares fotovoltaicas da Matrix Energia por R$ 556 milhões. Olhando para o futuro, a companhia pretende integrar mais ativos, reforçar sua presença nacional e aumentar a capacidade de gestão energética. “A meta é atingir 1 GWp de capacidade instalada em Geração Distribuída e 1 milhão de unidades consumidoras sob gestão até o final de 2026”, detalhou Ribeiro. O entrevistado contou ainda que a Thopen quer evoluir sua arquitetura para um modelo de agentes de IA e operar de forma automatizada os principais processos de gestão de energia. A instalação de data centers e centros de mineração de Bitcoin próximos às usinas para rentabilizar o excedente de energia renovável também é uma das possibilidades em estudo. “Em síntese, 2026 será o ano de transformar escala em profundidade, tecnologia em vantagem estrutural e visão em execução”, finalizou.

Como foi o ano de 2025 para sua empresa e seu setor?

Para a Thopen, 2025 foi um ano de expansão decisiva. Realizamos cerca de R$ 2 bilhões de investimentos no setor, multiplicamos nossa potência instalada em mais de cinco vezes, concluímos seis grandes aquisições transformacionais e nos consolidamos como o maior player de recursos energéticos distribuídos do Brasil, com uma capacidade instalada de mais de 700 MWp e presença em 22 estados. Construímos escala, robustez e uma plataforma única que integra ativos, tecnologia e inteligência, para atender com eficiência as mais de 300 mil unidades consumidoras que temos sob gestão.

O setor passou por uma transição real, marcada pela consolidação da Geração Distribuída (GD) e pelo início do movimento em direção à flexibilidade. O mercado reconheceu que a digitalização e os dados serão a base do próximo ciclo de crescimento do setor. Apesar das incertezas regulatórias remanescentes, a direção é clara: o sistema elétrico migra para um modelo mais descentralizado e tecnológico.

Se fosse consultado, que sugestões daria para melhorar o ambiente de negócios?

Eu priorizaria quatro medidas estruturais, focadas em aumentar a eficiência, competitividade e segurança energética do país. Essas estratégias unidas poderiam destravar competitividade, atrair capital e colocariam o Brasil na direção correta para seu novo ciclo energético.

Sinais de preço corretos e incentivos alinhados: O setor precisa de preços que reflitam valor dos atributos, especialmente para tecnologias de flexibilidade, armazenamento, confiabilidade e horário de consumo. Sem isso, investimentos estratégicos não acontecem.
Abertura total do mercado com proteção ao consumidor: A liberalização completa, com transparência e mecanismos de mitigação, acelera a competição, a redução de custos e a inovação no setor.
Marco regulatório claro para DSO, agregadores e VPPs: A separação entre infraestrutura e comercialização, somada à entrada de agregadores e modelos de Plantas de Potência Virtual (VPPS), são essenciais para a modernização do setor.
Aceleração da Digitalização e Medidores Inteligentes: A implementação rápida e padronizada de sistemas de digitalização e medidores inteligentes é fundamental. Sem dados em tempo real, orientados para interoperabilidade, a eficiência é limitada e não existe modernidade no mercado.
Quais são as perspectivas da sua empresa para 2026?

2026 será o ano de escalar o que construímos e aprofundar a liderança da nossa plataforma em recursos energéticos distribuídos. Nossa tese é clara: o próximo ciclo de valor no setor virá da integração de ativos, dados, automação e inteligência. E a Thopen já está estruturada para capturar essa transição.

Entramos em 2026 com três prioridades estratégicas:

Expansão da nossa plataforma de recursos energéticos distribuídos: Com escala já consolidada, vamos integrar mais ativos, reforçar nossa presença nacional e aumentar nossa capacidade de gestão energética — sempre com disciplina de capital. A meta é atingir 1 GWp de capacidade instalada em Geração Distribuída e 1 milhão de unidades consumidoras sob gestão até o final de 2026.
Evolução da nossa arquitetura tecnológica: Estamos avançando para evoluir nossa arquitetura para um modelo de agentes de IA e operar de forma automatizada os principais processos de gestão de energia, preparando a empresa para participar de mercados de flexibilidade, capacidade e VPPs assim que a regulação permitir. Adicionalmente, avaliamos a implementação de data centers e centros de mineração de Bitcoin próximos às usinas para rentabilizar o excedente de energia renovável.
Aceleração de oportunidades estratégicas de M&A: O setor está entrando em um ciclo de consolidação. Temos a tese, o time e a estrutura para capturar ativos que reforcem nossa escala, mix de receitas e vantagem competitiva.
Em síntese, 2026 será o ano de transformar escala em profundidade, tecnologia em vantagem estrutural e visão em execução.

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